SBPC e ABC entregam documento à Dilma Rousseff

Fonte: http://www.sbpcnet.org.br/site/home/home.php?id=1394 

Marco A. Raupp, Dilma Rousseff e Jacob Palis

18/10/2010 – A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) entregaram na tarde da última sexta-feira (15/10) à candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, o documento “Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Brasil”. O texto reúne propostas das duas principais entidades acadêmicas do País para o próximo governo federal nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e educação.
O encontro entre os representantes da SBPC e da ABC com Dilma Roussef ocorreu no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, localizado no bairro da Liberdade, na área central da capital paulista. Dele participaram o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp; o vice-presidente da ABC, Hernan Chaimovich; o ex-presidente da ABC, Eduardo Moacyr Krieger; a vice-presidente da SBPC, Helena Nader; o membro do conselho da SBPC, Adalberto Val; os diretores da SBPC, José Raimundo Coelho, Lisbeth Kaiserlian Cordani e Dante Barone; a ex-diretora da SBPC, Vera Val; e o diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncroton, Antônio José Roque da Silva, representando a Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncroton (ABTLus).


Após o encontro com os representantes das duas entidades, a candidata participou no mesmo local, no auditório “Paulo Ferreira da Silva”, do ato de lançamento de seu programa de governo para educação, juventude, ciência e tecnologia. O evento, realizado no dia dos professores, reuniu representantes das principais entidades estudantis do País, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), além de professores, reitores e cientistas.
Ao iniciar seu discurso, Dilma registrou o recebimento do documento elaborado pela SBPC e a ABC e agradeceu o presidente da SBPC, Marco Antonio Raupp, pela iniciativa. Também mencionou a presença na plateia do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis que, na avaliação dela, é uma prova de que o Brasil pode ter grandes cientistas realizando pesquisas de ponta.
De acordo com a candidata, se eleita, em seu governo as áreas da educação, ciência e tecnologia terão os recursos necessários para se desenvolver. “É preciso que o Estado nacional dê conta dos investimentos em ciência e tecnologia porque, infelizmente, o nosso País não tem tradição de investimento privado nessas áreas como há em outros países”, comparou. “Para fazer inovação e política científica e tecnológica é preciso pesquisadores, recursos e formação nas universidades federais”, apontou.
A candidata também afirmou que o Brasil necessita de cientistas, tecnólogos e profissionais do ensino técnico para geração de empregos de qualidade e com melhores salários no País. “Cientistas são importantes porque iluminam áreas do conhecimento e levam o País a ser capaz de criar toda uma cadeia de universidades e centros de pesquisa e de fabricar produtos com maior agregado, que geram salários cada vez mais altos para a população”, analisou. “Quando os cientistas ficam lá pensando, pesquisando e criando, eles estão melhorando o emprego da ‘dona Maria’ lá na ponta”, concluiu.
Segundo a candidata, a qualidade de ensino do País também será um compromisso estratégico em seu governo, e terá como objetivo assegurar que o Brasil dê um salto para se tornar um país desenvolvido. “A educação de qualidade é o próximo grande passo que tem que ser dado para que o Brasil, de fato, elimine as desigualdades sociais e assegure oportunidades iguais de melhorar de vida das pessoas”, indicou.
Documento – O documento “Agenda de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Brasil” também será entregue ao candidato do PSDB, José Serra, provavelmente na próxima quarta-feira, 20/10. Elaborado por um grupo de cientistas, o texto contempla cinco grandes temas: “Avanço acelerado da ciência brasileira”, “O Brasil na fronteira da produção de conhecimento”, “A conservação e o uso sustentável dos biomas nacionais”, “Agregação de valor à produção e à exportação” e “O Brasil precisa de uma revolução na educação”.

Anúncios

3 Comentários to “SBPC e ABC entregam documento à Dilma Rousseff”

  1. Fonte: http://muitopelocontrario.wordpress.com/2010/07/28/serra-foge-do-debate-com-cientistas-da-sbpc-dilma-e-marina-nao/

    Serra foge do debate com cientistas da SBPC. Dilma e Marina não.
    Filed under: politica — ttott @ 07:30
    Tags: debate, dilma, eleições, marina, serra
    Serra foge da reunião da SBPC
    terça-feira, 27 julho, 2010 às 16:58

    José Serra é o único dos três principais candidatos a presidente que não vai comparecer à 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), esta semana, em Natal, que terá como tema as ciências do mar. Dilma Rousseff e Marina Silva confirmaram presença, mas Serra alegou problemas de agenda para cancelar sua visita, prevista para quinta-feira. A dica foi do nosso colaborador Gustavo, que mandou o link da notícia publicada no site nominuto.com.

    Quero ver como a mídia vai reagir. Quando Dilma alegou problema de agenda, e de fato foi ao exterior para uma série de encontros, para não comparecer à sabatina da Folha de S.Paulo fizeram um carnaval, e o próprio Serra explorou a questão dizendo que Dilma fugia de debates.

    Agora eu pergunto, o que vale mais: ir a uma sabatina de um jornal totalmente comprometido com a candidatura Serra, que se mostrou dócil com o candidato tucano, mas que faria tudo para derrubar Dilma, ou comparecer a um encontro que reúne os maiores cientistas e pesquisadores do país?

    As reuniões da SBPC foram um fórum de resistência durante os anos de ditadura no Brasil, e nela está um público de alta capacidade crítica, capaz de sustentar um debate de alto nível com qualquer candidato. Serra não gosta de enfrentar um público que não lhe seja servil. Não tolera nem jornalistas dos meios amigos que ousam incomodá-lo com alguma pergunta que o contrarie.

    Na reunião da SBPC, Serra seria confrontado com a política educacional dos tucanos, que sucateou as universidades federais e desvalorizou seu corpo docente. Certamente seria lembrado também de como lidou com movimentos reivindicatórios, como os dos professores da USP, tratados a cassetete e gás lacrimogêneo, como a ditadura fazia em seus tempos mais sombrios.

    Serra não quer debate nenhum com a sociedade. No máximo vai a encontros de entidades patronais e de empresários, onde pode soltar sua ultrapassada cantilena contra os movimentos sociais e os governos de esquerda da América Latina, pois sabe que terá uma claque a aplaudi-lo.

  2. Fonte: http://www.sbpcnet.org.br/natal/imprensa/newsletterdia28_1.php

    SBPC e ABC entregam a Dilma Rousseff carta com propostas das duas entidades

    Por Evanildo da Silveira

    Para que o Brasil dê um passo decisivo na direção de deixar de ser emergente e se tornar um país desenvolvido, com uma sociedade inclusiva e mais igual, precisa, de um lado, de educação e, de outro, de ciência, tecnologia e inovação. A ideia foi defendida hoje (28/7) pela candidata da coligação PT-PMDB à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante sua participação da 62ª Reunião da Anual da SBPC – evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência realiza até 30 de julho no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal (RN).

    Antes de iniciar seu discurso para um auditório lotado, a ex-ministra recebeu dos presidentes da SBPC, Marco Antonio Raupp, e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, uma carta com a agenda das duas entidades para as áreas de educação, ciência, tecnologia e inovação. Lido por Raupp, o documento, com quatro propostas, diz, em seu primeiro item, que o Brasil precisa de uma revolução na educação, “em todos os níveis, incluindo o ensino técnico e as diversas formas de educação superior”. Leia a íntegra do documento.

    O texto defende ainda que o Brasil deve estar na fronteira do conhecimento; que é vital para o país a conservação e uso sustentável de seus biomas; e que deve agregar valor a produção e à exportação, por meio da intensificação da inovação nas empresas e fortalecimento da interação delas com instituições de ensino e pesquisa. A ABC e a SBPC concluem a carta dizendo que “consideram que essa Agenda de Ciência e Tecnologia para o Brasil deve estar fortemente vinculada ao desenvolvimento social, integral e abrangente, pressuposto para uma nação forte e soberana”.

    Em seu pronunciamento, Dilma, por sua vez, fez uma balanço das ações do governo Lula em C,T&I, e adiantou o que pretende fazer nessas áreas e algumas de suas metas para o período 2011-2014, se for eleita presidente. Uma delas é aumentar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) dos atuais 1,34% para algo entre 1,8% a 2%.

    Entre os objetivos de um eventual governo seu, também estão o fortalecimento dos 122 institutos de pesquisa criados durante o governo Lula; a proteção da Amazônia e do mar; o aumento do número de bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); de mestres e doutores e de patentes. Dilma acrescentou outras áreas que receberão atenção especial se ela for presidente, como microeletrônica, fármacos, energia elétrica e a produção de satélites (e seu uso para monitoramento do desmatamento na Amazônia) e seus veículos lançadores.

    No balanço que fez da administração Lula, a candidata petista disse que “tem orgulho de ter participado de um governo que fez tento pela ciência e pela inovação tecnológica”. Em seguida ela citou o que considera uma das principais ações dele na área.“Um dos principais avanços de nossa política científica e tecnológica foi o PAC da Ciência e Tecnologia para o período 2007-2010”, afirmou. “Por meio dele, mudamos a quantidade de dinheiro que a gente investia em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Nós passamos de um patamar bem baixo para R$ 41,2 bilhões.”

    Ao falar em PAC da Ciência, a ex-ministra quis se referir ao Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional (PACTI), que tem previsto o valor que ela falou para investimento no período 2007-2010. Ela acrescentou que esse plano não deve ser visto de forma isolada e citou outros dados do governo Lula. “Acho importante que tenhamos dobrado o número de bolsas do CNPq e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e que em 2010 vamos conceder mais 160 mil bolsas de iniciação científica”, disse. “Também foi importante ter dobrado o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia em quatro anos e ter criado, por exemplo, a Lei do Bem, que desonera as empresas que fazem inovação.”

    Faça download de fotos relacionadas a esta matéria em:

    http://picasaweb.google.com.br/106534893379065479507/SessaoEspecialEleicoes2010

%d blogueiros gostam disto: