A Democratização do Acesso ao Ensino Superior no Governo Lula

O Ministro Fernando Haddad faz um balanço dos avanços no Ensino Superior nos últimos 8 anos, tanto no sistema federal público quanto no sistema privado.

 

Do Blog do Planalto

 

É possível afirmar que o Reuni, o ProUni, os institutos técnicos federais, a Universidade Aberta do Brasil e o Fies são os cinco programas de democratização do acesso que garantem a todos os brasileiros que concluem o ensino médio a possibilidade de ingressar em uma instituição de ensino superior, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, na cerimônia de lançamento do Fundo de Garantia do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e abertura de renegociação dos contratos vigentes, realizada quarta-feira (20/10), em Brasília (DF).

Agora só não vai estudar quem não quiser. O que o seu governo, Presidente, está legando ao País é a possibilidade concreta, real, de nós atingirmos a marca de 10 milhões de universitários no Brasil no próximo período. Eu penso que no capítulo Educação Superior, cumprimos todo o programa de governo sem pular nenhuma linha. Nós não pulamos nenhuma linha nos programas de 2002 e de 2006.

O ministro ressaltou ainda que todos esses programas estão amarrados à questão da qualidade, pois “não se trata apenas de expandir o ensino universitário, estamos provando que é possível expandir a educação superior zelando pela qualidade do ensino”.

 

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 18:30   (Última atualização: 21/10/2010 às 19:10:10)

O fim da divisão entre quem pode e quem não pode

A divisão da sociedade brasileira entre os que podiam estudar em boas escolas e escolher depois as melhores universidades, e os que não podiam, está no fim. Com os mecanismos criados pelo governo para subsidiar o estudo dos jovens mais pobres, há cada vez mais oportunidades para todos. Dinheiro para educação não é gasto, mas investimento, frisou o presidente Lula durante evento realizado nesta quinta-feira (21/10) para a entrega das novas instalações do campus Porto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

O mundo era dividido assim: tinham aqueles que podiam estudar em escolas boas, do ensino fundamental até o segundo grau, escolas bem pagas, escolas de alto nível educacional, e tinha a maioria dos pobres que eram obrigados a estudar em escola pública. Quando chegava no ensino universitário, era o rico, que tinha podido estudar em uma escola boa, que ia para uma universidade grátis, e o pobre, que não tinha estudado em uma escola boa, é que tinha que pagar uma universidade. Era o pior dos mundos… Essa sociedade dividida entre quem pode e quem não pode está acabando no Brasil.

Lula afirmou ainda que desde a sua posse foi enfático em dizer que era a educação, e não o mercado, que iria ajudar a combater os principais problemas do País.

Ora, se o governo não cuida do aposentado, não cuida dos trabalhadores, não cuida das crianças, não cuida dos índios, não cuida da nossa floresta amazônica, não cuida das nossas águas, ainda não quer que ninguém estude, eu quero saber para que servia o Estado brasileiro até então.

A ampliação do campus Porto em Pelotas é parte do Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e resultou na entrega de 29 novas salas de aula, nove laboratórios e 19 salas administrativas destinadas à área acadêmica, totalizando 11 mil metros quadrados. Desde o início da expansão das universidades, em 2003, já foram criadas 14 novas universidades e mais de 100 campi novos.

O Reuni, em um ano e meio, se tornou uma coisa revolucionária. Nós conseguimos mais que dobrar. De 113 mil alunos, que era a renovação das escolas federais todos os anos, já chegamos nesse ano para 259 mil alunos, mais do que o dobro.

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 17:44   (Última atualização: 21/10/2010 às 19:10:22)

Pluralismo dos meios de comunicação nos permite ver “as coisas como elas são”

O pluralismo dos meios de comunicação no Brasil permite que a população tenha diversos canais para se informar e ver as coisas como elas são. “O povo é muito sabido e muito preparado para ser enganado”, afirmou o presidente Lula em entrevista coletiva concedida em Rio Grande (RS) nesta quinta-feira (21/10) após cerimônia de inauguração do Pólo Naval da cidade.

Ora, eu vou contar uma coisa para vocês: eu disputei 89, 94 e 98, e eu perdi três eleições. Vocês não me viram, em nenhum momento de campanha, fazer qualquer agressão ou mentir para sociedade brasileira. Fazer promessas em época de eleição, ficar leiloando em época de eleição, achando que engana o povo, é um ledo engano.

A campanha política, afirmou Lula, não serve apenas para ganhar votos mas também para politizar a sociedade. “E você não politiza a sociedade com a mentira…”

O presidente disse ainda ter ficado muito alegre com os números divulgados hoje pelo IBGE, que revela a taxa de desemprego mais baixa dos últimos anos – 6,2% em setembro, uma redução de meio ponto percentual em relação a agosto (6,7%), que tinha número já considerado muito baixo para os padrões latino-americanos.

Então, eu acho que é uma alegria para mim chegar ao final do mandato com a constatação que o Brasil é mais Brasil, que o Brasil está mais orgulhoso, que o Brasil hoje é um país que pensa para frente, é um país com autoestima elevada. Eu acho que a gente deve isso à crença do povo brasileiro, que começa a acreditar nele próprio.

Ouça aqui a íntegra da entrevista:

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 14:56   (Última atualização: 21/10/2010 às 16:10:49)

Grandes investimentos e projetos são retomados com a volta da confiança

Presidente Lula visita o dique seco do Pólo Naval de Rio Grande (RS). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com pouco mais de dois meses de mandato pela frente, o presidente Lula está feliz por ver muitos de seus sonhos sendo concretizados. Em evento realizado em Rio Grande (RS) para inauguração do Pólo Naval da cidade, o presidente lembrou que poucos acreditavam ser possível fazer grandes investimentos no Brasil, como produzir navios e plataformas em estaleiros nacionais. O certo, lembrou, era importar tudo, numa demonstração de descrença na capacidade dos engenheiros brasileiros. Mas isso é passado: agora, a confiança foi retomada. Os investimentos voltaram, e com eles, as grandes obras.

Aqui tem grandes empresários, e eles sabem do que eu estou falando. Muitos empresários brasileiros estavam percorrendo o mundo para fazer obra lá fora, porque não tinha mais obras dentro do Brasil. Engenheiros se formavam e iam trabalhar de analistas financeiros porque não tinha mais emprego na engenharia brasileira.

Lula lembrou aos presentes que a falta de investimentos fez o Brasil perder muitos escritórios de engenharia, da década de 1980 para cá – de 50 mil para cerca de 8 mil escritórios. As grandes indústrias como a naval e ferroviária foram sucateadas e abandonadas. O País, que chegou a ter 50 mil trabalhadores na indústria naval na década de 1970, tinha apenas 1.900 trabalhadores quando o presidente chegou ao Palácio do Planalto em 2003. “Quem dirigia este País tinha tomado a decisão de que nós não tínhamos competência para fazer o que estamos fazendo agora”, afirmou.

O presidente aproveitou a oportunidade para comemorar os dados divulgados nesta quinta-feira (21/10) pelo IBGE sobre o desemprego no País em setembro, que se revelou o mais baixo da história, e a renda do trabalhador, que voltou a subir. “Este ano, só por conta do 13o salário, R$ 102 bilhoes serão injetados na economia brasileira”, frisou Lula.

É esse o País que vamos deixar depois de oito anos de mandato. Daqui para frente, vocês não podem mais andar de cabeça baixa. Trabalhador não foi feito para bater palma pra político, trabalhador pode ser um político, pode ser o presidente da República.

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Para ler a transcrição do discurso, clique aqui.

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 11:06   (Última atualização: 21/10/2010 às 11:10:03)

Desemprego no Brasil atingiu menor taxa em oito anos, diz IBGE. Renda sobe

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (21/10), revela que a taxa de desocupação no Brasil em setembro foi de 6,2%, o menor nível desde 2002, recuando meio ponto percentual em relação a agosto (6,7%) e 1,5 em relação a setembro de 2009 (7,7%). A pesquisa é feita em seis regiões metropolitanas do País. Os números constatam ainda que o País tinha em setembro 22,3 milhões de pessoas ocupadas, 0,7% a mais do que em agosto e 3,5% em relação a setembro de 2009. A população desocupada (1,5 milhão) caiu 7,5% em relação a agosto, e 17,7% no ano.

O relatório da pesquisa mostra também que o número de trabalhadores com carteira assinada (10,3 milhões) ficou estável no mês e cresceu 8,6% no ano.

Outro dado significativo foi o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.499,00) que subiu 1,3% na comparação mensal e 6,2% no ano. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 33,8 bilhões em setembro de 2010), ficou cresceu 2,1% no mês e 10,1% em relação a setembro de 2009. A massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados (R$ 33,5 bilhões em agosto de 2010) cresceu 2,6% no mês e 10.5% no ano. O rendimento domiciliar per capita (R$ 999,35) cresceu 2,3% em relação a agosto último e 8,8% no ano.

Os setores que aumentaram o número de empregados foram os da indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (3,5%), serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (4,4%) e educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (5,9%)

Numa análise por região, a taxa de desocupação teve variação estatisticamente significativa apenas na Região Metropolitana de Salvador, onde sofreu redução de 1,4 ponto percentual frente ao mês anterior. Pelo quesito anual foram registrados declínios em Recife (1,7 p.p.), em Belo Horizonte (1,5 p.p.) em São Paulo (2,4 p.p.) e em Porto Alegre (1,3 p.p.). Em Salvador e no Rio de Janeiro não houve variação.

O contingente de desocupados, estimado em 1,5 milhão no agregado das seis regiões investigadas, caiu 7,5% em relação a agosto e 17,7% em relação a setembro do ano passado. A população ocupada (22,3 milhões) no total das seis regiões, apresentou elevação de 0,7% em relação a agosto e de 3,5% em relação a setembro de 2009 (ou mais 762 mil postos de trabalho no ano).

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (10,3 milhões) para o conjunto das seis regiões ficou estável na análise mensal e cresceu 8,6% (ou mais 816 mil postos de trabalho com carteira assinada) na comparação anual.

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Quinta-feira, 21 de outubro de 2010 às 10:31

Brasil construiu as bases para chegar a 10 milhões de universitários

É possível afirmar que o Reuni, o ProUni, os institutos técnicos federais, a Universidade Aberta do Brasil e o Fies são os cinco programas de democratização do acesso que garantem a todos os brasileiros que concluem o ensino médio a possibilidade de ingressar em uma instituição de ensino superior, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, na cerimônia de lançamento do Fundo de Garantia do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e abertura de renegociação dos contratos vigentes, realizada quarta-feira (20/10), em Brasília (DF).

Agora só não vai estudar quem não quiser. O que o seu governo, Presidente, está legando ao País é a possibilidade concreta, real, de nós atingirmos a marca de 10 milhões de universitários no Brasil no próximo período. Eu penso que no capítulo Educação Superior, cumprimos todo o programa de governo sem pular nenhuma linha. Nós não pulamos nenhuma linha nos programas de 2002 e de 2006.

O ministro ressaltou ainda que todos esses programas estão amarrados à questão da qualidade, pois “não se trata apenas de expandir o ensino universitário, estamos provando que é possível expandir a educação superior zelando pela qualidade do ensino”.

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